quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Uma pergunta que não quer calar!










Só depois de uma tragédia o problema será solucionado?
Na última sexta-feira, 29 de janeiro de 2010, a Escola Dr. Freitas sofreu com um incêndio ocasionado por um defeito em sua rede elétrica. O fato se deu no segundo andar da escola no turno da tarde, e só não foi mais grave devido a ausência de alunos nas salas de aula por conta do período de entrega de resultados, onde não são ministradas aulas.
O ocorrido poderia ter sido evitado caso a Secretária Estadual de Educação do Pará tivesse atentado para os alertas da comunidade escolar, além de laudos técnicos expedidos por vários profissionais, incluindo os bombeiros.
Apesar da gravidade, problemas maiores poderão surgir caso as reformas realmente necessárias não sejam executadas como há anos têm sido solicitadas. Na última década, a direção e o conselho da escola tentam sanar estes problemas junto à SEDUC por meio de relatórios, projetos, requisições, ofícios e outros. Dentre estes podemos citar: o Relatório para Suporte Técnico(2007); o Relatório das condições da escola (2007); o Projeto de implantação e funcionamento do Laboratório Multidisciplinar (2004); o Projeto pedagógico de coordenação do programa TV Escola (2004); o Projeto “Quero Contribuir” (2007); o Projeto de Assistência Técnica, Administrativa e Pedagógica às Escolas Estaduais do Ensino Médio (2007); o Projeto de Climatização (2007); Biblioteca Escolar e Ações de Leitura: caminhos para fortalecer a educação básica (2008); o Projeto de uso do Laboratório Multidisciplinar (2009); os ofício 078 e 144/2007, os ofícios 015, 098, 171 e 174/2008, e o ofício 034/2009.
Em seu histórico, a escola Dr. Freitas passou por alguns reparos na tentativa de adiar uma reforma maior, porém estes não cumpriram sua finalidade. A utilização de materiais de baixa qualidade e serviços mal executados pode estar entre os fatores que contribuíram na perpetuação de suas “mazelas”. A última série de reparos foi em meados de 2009 que por ironia do destino são chamados pela própria SEDUC de “apaga incêndio”. Nela, o orçamento previu reparos na rede elétrica, estrutura de telhado e de alguns espaços, mas como se pôde constatar não corrigiram os defeitos que se agravam a cada dia, e no período chuvoso a tendência é piorar.
A Secretaria de Educação disponibilizou verba para os reparos das salas atingidas pelo incêndio, porém outras dependências da escola apresentam o mesmo problema; vale ressaltar novamente que reparos como estes se mostraram infrutíferos e que sem uma reforma geral, outros acidentes poderão ocorrer em breve, uma vez que os problemas não foram realmente sanados.

Nenhum comentário: